Pai André de Ogum

Foto: Juliana Pozzatti
Realizada pelo Pontão Ilê Axé Cultural Assobecaty, o projeto Pequena África foi selecionado no Edital PNAB 25/2024, da Rede Estadual de Pontões de Cult. do RS. O objetivo é fortalecer as Casas de Tradição Continuada, ampliando a Rede de Pontos de Cultura e promovendo ações de salvaguarda dos saberes, práticas e espaços dessas tradições.

Saiba mais detalhes sobre o Pequena África (com fotos de Juliana Pozzati) AQUI 

A fala de cada líder de terreiro presente constituiu um depoimento primário, um registro inicial da memória e da continuidade que o projeto busca mapear. Em evento realizado em agosto, na Casa de Cultura Mário Quintana, várias lideranças de nações (Cabinda, Oyó, Jeje, Ijexá etc.) foram reunidas, ressoando uma voz uníssona sobre a importância da preservação dessas linhagens.

Bàbálorisá Ifaodunnola Nulaye do Ègbé Àwo Ase Imoye Oyó Aworeni, é um dos líderes da Nação de Oyó, conhecido como Pai André de Ogum.

Foi vice-presidente do CEDRAB; vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos do Povo Negro (2015/17); presidente fundador da Confraria do Oyó; presidente do Conselho dos Anciões; membro da Frente Parlamentar em Defesa dos Povos de Matriz Africana da CMPA.

Recebeu prêmios: Medalha Zumbi dos Palmares da ALERGS; Prêmio Rosevaldo da ALESP; Troféu Face de Ébano; Troféu Almas Iluminadas; Troféu Personalidade do Axé.

O Ègbé Àwo Ase Imoye Oyó foi fundado em 1940, em PoA; o Bàbá André de Ogum considera a Bacia de Oyó bonita pelos seus princípios! Fundada há 198 anos, teve como precursora a Princesa Emília de Oyá Ladja.

"A base da nossa bacia é a ancestralidade, senso familiar e a tradição. Acreditamos que somos um só! E desta maneira vencemos nossas dificuldades, unidos! Sou filho da Iyá Eneida de Aganju, neto da Vó Negrinha de Odé e Bisneto da Princesa Emília de Oyá Ladja. Meu Padrinho é o Bàbá Carlos de Oxalá, filho da Iyàlorisá Nicola do Sangô Bombose, neto da Vó Alice da Osun e Bisneto da Princesa Emília de Oyá Ladja. Fui iniciado aos 7 meses de idade e, hoje, aos 51, completo meio século de feitura.

Na minha trajetória religiosa convivi com baluartes da bacia: Iyàlorisás Sinhá de Yansã, Ercilia de Bará, Bidu de Yemanja, Aracy do Pó, Aracy do Odé, Ivone de Oxalá, entre tantos. Minha mestra foi a Iyàlorisá Dirce de Nanã, minha mãe biológica que me ensinou tudo que sei.

Acreditamos que a continuidade do Axé é extremamente importante para preservação da nossa história e Ancestralidade! É por isso que o resgate e memória das casas de Linha Continua se faz de extrema importância! Nesse contexto o Projeto Pequena África está de parabéns!

Essa Iniciativa da Iyàlorisá Carmem de Osalá vem de encontro com os nossos princípios civilizatórios.

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