Pai Luis de Xapanã
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| Pai Luis de Xapanã. Foto: Juliana Pozzatti |
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A fala de cada líder de terreiro presente constituiu um depoimento primário, um registro inicial da memória e da continuidade que o projeto busca mapear. Em evento realizado em agosto, na Casa de Cultura Mário Quintana, várias lideranças de nações específicas (Cabinda, Oyó, Jeje, Ijexá etc.) foram reunidas, o que ressoou numa voz uníssona da importância e da preservação dessas linhagens.
Na imagem, Pai Luis de Xapanã, Filho de Santo: Alabê e Babalorixá Antônio Carlos de Xangô, neto religioso de Pai Cleon de Oxalá. Líder do Ilê Axé Xapanâ Jubeteí, Nação Cabinda, fundada em 13 de Julho de 2018, em Porto Alegre, no bairro Teresópolis.
“Considero que em todas as nações há respeito pela ancestralidade. Na Nação Cabinda, ao iniciarmos nossos rituais e preceitos, cultuamos e pedimos permissão aos nossos ancestrais. É um ponto fundamental que nos destaca em relação às demais nações.
Como tamboreiro, isso abre portas para o conhecimento de outras nações e suas feituras. O meu maior orgulho é trazer comigo a história de meu Pai. Ao me despedir dele em seu velório, eu firmei o compromisso de sempre honrá-lo, zelá-lo e não permitir que seu nome e sua história caiam no esquecimento.
Por outro lado, não é fácil manter esse legado firme. Há uma série de mudanças no mundo religioso e, com isso, é imprescindível manter as tradições e fundamentos deixados pelo meu pai, apesar das eventuais dificuldades em aplica-las nos dias atuais. Na minha casa, seus ensinamentos e doutrinas permanecem vivos, e assim seguiremos!

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